Metropolis (1927): Crítica ao filme

 Se você gosta de cinema provavelmente já ouviu falar pelo menos uma vez no expressionismo alemão, entre os filmes que mais marcaram esse gênero/movimento cinematográfico está Metropolis, filme de 1927 dirigido por Fritz Lang.




 O primeiro contato que tive com o expressionismo alemão foi com o filme Nosferatu: The Symphony of Horror de 1922 (recomendo assistirem também), na época estava apenas fissurado por filmes de vampiro e acabei esbarrando sem querer com um dos movimentos mais influentes da história do cinema.

 Para quem não conhece o expressionismo alemão começou logo após a primeira guerra mundial, a Alemanha após ter sido derrotada estava marcada pelo medo, depressão e revolta, as obras artísticas que surgiram dai eram marcadas por um estilo abstrato, sombrio e surrealista, claro que este movimento se estendeu para o cinema e com a Alemanha em crise, estes filmes eram facilmente exportados, o que acabou influenciando toda a industria cinematográfica.

 Agora que estão um pouco mais a par do contexto histórico/artístico vamos falar de Metropolis.


 O filme Metropolis se ambienta em 2027, um futuro distópico em que a alta sociedade vive na superfície da cidade e desfruta de suas maravilhas, enquanto no subsolo vive a classe operaria que trabalha arduamente para manter as maquinas que controlam a cidade ativa, o filme é marcante por expressar a  desigualdade social e também a ausência de individualidade (principalmente na classe mais baixa), os personagens agem como máquinas, sem qualquer característica própria ou vontade, isso é demonstrado magistralmente logo nos primeiros minutos do longa.


 Além das criticas sociais o filme faz diversas referencias religiosas, tornando a grande Metropolis uma metáfora a Torre de Babel, em que o abuso autoritário e a falta de comunicação acabaram levando a cidade as ruínas.

 Metropolis é um filme que esteticamente impressiona (em vista da época em que foi lançado), o filme trás questões moralistas bem introduzidas ao enredo mas é preciso estar a par de todo o contexto social e histórico da época.

 Para quem não apenas gosta de cinema mas quer aprender sobre toda sua cultura e estética, Metropolis é um daqueles filmes obrigatórios.